sexta-feira, 27 de agosto de 2010

É isso aí! ;D

Vocês hão de convir que falar de eleições já perdeu a graça, né? Nem precisamos nos esforçar muito para ter tal noção, basta pensarmos na palavra POLÍTICA, e, imediatamente, o sentimento que ela traz é de decepção, desilusão, desesperança. O instituto caiu em completo descrédito, assim como seus representantes, a cada dia mais acostumados com o papel de palhaços desempenhado frente aos inúmeros humoristas que desfilam pelos corredores do Congresso Nacional, alimentando, com suas piadas e chacotas, uma população faminta por novos escândalos.
Em tempos de campanha eleitoral, as cidades respiram política. RESPIRAM POLÍTICA? Epa! Imagino que tamanha insanidade deva ser alvo do Ministério da Saúde, afinal, por muito menos, está estampado nas caixas de cigarro que seu consumo excessivo pode deixar o fumante "brocha"! Por favor, esperamos algo do tipo: "O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: RESPIRAR POLÍTICA CAUSA CEGUEIRA, SURDEZ, MUDEZ, ALÉM DA PERDA DOS MEMBROS SUPERIORES!". Como assim? Na hora que o bicho pega, os políticos nunca viram nem ouviram nada. E não adianta indagar, porque eles sempre se valem do direito de permanecer calados, mostrando que, na política, esperto mesmo é o João-sem-braços! Mas não ria! A culpa também é sua!
Bote a mão na cabeça (não, não é porque vai começar o rebolation!). Bote a mão na cabeça para pensar e refletir a respeito de seus últimos votos. Quantos foram escolhidos pensando na melhor opção para o povo? Na melhor opção para o seu Estado, seu País? Poucos, não é?! Geralmente votamos por amizade, por proximidade, ou, quase sempre, pensando nas oportunidades que a eleição deste ou daquele pode nos trazer. Oportunidades? Opa! Falando nelas, lá vem chegando mais um candidato!
É... Começo a acreditar que cada povo tem os líderes que merece! E vamos terminar logo com essa conversa, porque, para eles, tempo é dinheiro. Dinheiro fácil, alcançado graças à inconsequência do cidadão brasileiro!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Agora eu tô de paz!

Confesso a vocês que sempre fui um cara meio reclamão por natureza. Bastava que algo não saísse como o planejado para me tirar do sério. É claro que ninguém muda por completo, mas acho que melhorei um pouco.
Com o passar dos anos, percebi que, por mais que você chore, implore ou esperneie, geralmente, a grande maioria das situações da vida escapam ao nosso controle. Aprendi que nunca soube o que era a dor até senti-la, desde os pés, até o último fio de cabelo, e, sinceramente, achar que não seria capaz de vencê-la. Mas a vida é assim...
É comum transformarmos pequenos problemas em ferozes dragões, e, de repente, nos vimos xingando, reclamando e esbravejando contra o primeiro que nos aparece pela frente. É claro que nós sabemos que pessoas estão morrendo, outras passando fome, sem um lugar pra morar... Mas pisaram no nosso calo, OK? Nessa hora, não lembramos o que a vida nos dá, entretanto, fazemos questão de jogar na cara dela aquilo que ela nos tira!
E sabe como ela reage?
- Ah, é, molengão? Vou te arranjar algo do que reclamar!
POW!
Você não sabe de onde veio, nem quem te acertou, nem porque te acertou. O gosto de terra na boca te faz perceber que você está no chão. Quando abre o olho, você percebe que tudo está rodando, que seus movimentos estão descoordenados, e que não há como levantar. Então leva as mãos à cabeça, procurando o ferimento causado pelo golpe recebido. Mas não há marcas, não há sangue, só dor... Muita dor...
Ao retomar a consciência, ao seu lado está um bilhete. Curioso, imaginando que seja algo deixado pelo seu agressor, você o abre, e nele está escrito:
"VIDA, muito prazer!"
Sua primeira reação é perguntar o porquê de tudo aquilo. Por que justo com você? E suas perguntas vão e voltam como um bumerangue, sem trazer solução nenhuma, sem trazer qualquer resposta. E durante um bom tempo é assim, até você perceber que a vida não dá explicações. Ela é dona do seu destino, e você é dono das suas ações.
Hoje, reclamo menos por saber o quão pequenos são alguns problemas, se comparados com situações adversas pelas quais já passamos. Mesmo assim, meus caros amigos, não sei quanto a vocês, mas eu já pedi pra vida:
- Por favor, me erra! Agora eu tô de paz! ;D



Depois de algumas pauladas da vida, o galeto capenga, mas não desiste! Saudades disso! ;*