Vocês hão de convir que falar de eleições já perdeu a graça, né? Nem precisamos nos esforçar muito para ter tal noção, basta pensarmos na palavra POLÍTICA, e, imediatamente, o sentimento que ela traz é de decepção, desilusão, desesperança. O instituto caiu em completo descrédito, assim como seus representantes, a cada dia mais acostumados com o papel de palhaços desempenhado frente aos inúmeros humoristas que desfilam pelos corredores do Congresso Nacional, alimentando, com suas piadas e chacotas, uma população faminta por novos escândalos.
Em tempos de campanha eleitoral, as cidades respiram política. RESPIRAM POLÍTICA? Epa! Imagino que tamanha insanidade deva ser alvo do Ministério da Saúde, afinal, por muito menos, está estampado nas caixas de cigarro que seu consumo excessivo pode deixar o fumante "brocha"! Por favor, esperamos algo do tipo: "O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: RESPIRAR POLÍTICA CAUSA CEGUEIRA, SURDEZ, MUDEZ, ALÉM DA PERDA DOS MEMBROS SUPERIORES!". Como assim? Na hora que o bicho pega, os políticos nunca viram nem ouviram nada. E não adianta indagar, porque eles sempre se valem do direito de permanecer calados, mostrando que, na política, esperto mesmo é o João-sem-braços! Mas não ria! A culpa também é sua!
Bote a mão na cabeça (não, não é porque vai começar o rebolation!). Bote a mão na cabeça para pensar e refletir a respeito de seus últimos votos. Quantos foram escolhidos pensando na melhor opção para o povo? Na melhor opção para o seu Estado, seu País? Poucos, não é?! Geralmente votamos por amizade, por proximidade, ou, quase sempre, pensando nas oportunidades que a eleição deste ou daquele pode nos trazer. Oportunidades? Opa! Falando nelas, lá vem chegando mais um candidato!
É... Começo a acreditar que cada povo tem os líderes que merece! E vamos terminar logo com essa conversa, porque, para eles, tempo é dinheiro. Dinheiro fácil, alcançado graças à inconsequência do cidadão brasileiro!




