quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sai pra lá, Capitão Gancho! =)

O texto abaixo foi o meu comentário no blog do Rogério Borges, autor da crônica feita sobre o Amapá. Como os comentários são moderados por ele, infelizmente, tive que dar um tapa de luva!

Lá, ele dizia que o texto era uma crônica, e por isso, não tinha compromisso com a verdade. Disse, também, que já escreveu sobre matar pinchers (raça de cães) a pisadas, mas que nunca matou nenhum. Explicou que o mesmo acontecia no caso do Amapá. Por ser uma crônica, não poderia ser entendida ao pé da letra. Que sabia da nossa existência, aliás, tinha certeza disso. Porém, as pessoas interpretaram a crônica como se fosse um texto jornalístico. E deu no que deu!

Eis o comentário:

"Sinceramente, quando eu li o que você escreveu, entendi exatamente o que queria dizer. No entanto, quando se fala de pinchers, ou personagens fictícios, você não "ofende" ninguém. De certo, os menos apaixonados conseguem enxergar críticas à eleição de Sarney, ou ao futebol regional... De fato, quanto a isso, não deixa de ter alguma razão! Contudo, quando se escreve, deve-se ter a noção da repercussão que a matéria pode ter.

Sei que sabe onde fica o Amapá, e percebo que escreve bem. Não vou ofender você, ou sua mãe! Mas acho que é seu dever pedir desculpas aos que não entenderam da mesma forma. Alguns não sabem sequer o que é "abstração". Muito menos, diferenciar crônicas, fábulas, e textos jornalísticos. Entretanto, sabem entender o sentido literal da escrita. E nesse sentido, seu artigo é ofensivo. Quem escreve em um jornal, não escreve para si mesmo. Jornal é massa, é povo! E o povo lê o que está escrito.

De resto, imagino que as críticas, comentários, e comunidades criadas contra você, mostram a revolta que você conseguiu despertar em muitas pessoas. Penso que o sonho de todo jornalista é conseguir popularidade através daquilo que escreve. Mas as palavras, quando usadas incorretamente, viram armas. E a popularidade sonhada vira repulsa, mágoa e rancor! Bingo! Você conseguiu!

Infelizmente, você deu um tiro no pé!"

E, com certeza, não é bem vindo aqui, na Terra do Nunca!

Ass.: Menino Perdido! ;D




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Link da crônica feita pelo jornalista Rogério Borges.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Onde estão nossos heróis?

Até hoje, ouço minha avó contando histórias sobre os meus tempos de criança. Geralmente, repete muitas delas. Mesmo assim, não consigo descrever, em palavras, o prazer que eu sinto em ouvir a sua voz.
Ela conta que, entre os intervalos comerciais, eu sempre corria, desesperado, até cozinha e falava: “Vó, o Jaspion vai morrer! Dessa vez, não tem jeito!”. E ela respondia: “Não vai, meu filho! Ele é um herói, e vai derrotar o inimigo! Corre, senão você vai perder o final!”.
E não é que ela estava certa? O danado do Jaspion nunca morria! ;) Acho que, assim como eu, muitos cresceram assistindo seus heróis, vestindo suas fantasias, tentando ser como eles... Imaginando que, quando nos tornássemos adultos, também encontraríamos heróis reais em quem nos espelhar. E agora, onde estão eles? E agora, quem poderá nos defender?
Ele, o Chapolin Colorado? Com sua marreta biônica, corneta paralisadora, além das famosas pastilhas encolhedoras? Infelizmente, não! Ele também é um herói fictício! Droga! ;/
Se procurarmos em um universo mundial, encontramos nomes como Gandhi e Nelson Mandela que revolucionaram as histórias de seus povos, tornando-se mundialmente conhecidos. E aqui, no nosso Brasil?
Temos o “Super Bolsa-família”! Um herói semi-analfabeto que conseguiu chegar à presidência do País, e alienou milhões de pobre-coitados ao seu suposto projeto social, para ter neles o seu curral eleitoral. Uma VERGONHA!
Temos também Roberto Jefferson e afins, como no caso Arruda, que se utilizam da delação premiada (meio pelo qual um safado delata outro safado para ter uma pena mais branda), e depois posam como salvadores da pátria.
Júlio, mas esses não são heróis! São hipócritas, corruptos e incorrigíveis!
É verdade! Mas a culpa é minha se eles se destacam cada vez mais? Quando éramos crianças, o bem sempre vencia o mal. Agora, acho que os maus se reproduziram descontroladamente, e, certamente, nem o Jaspion, Jiraya, ou Power Rangers seriam páreo para eles. E o que será do nosso futuro?
“O que será, que será? O que não tem decência nem nunca terá. O que não tem censura nem nunca terá. O que não faz sentido...”
Sabem de quem são esses versos? Não? Do admirável poeta Chico Buarque. E eu, sabem quem eu sou? Também não?
Muito prazer! Hoje, meu nome é INDIGNAÇÃO!